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3
ATENDIMENTO MEDICO-VETERINARIO
,
.,
O arendimento medico-veterinario deve obrigatoriamente fazer
parte de um programa sobre cuidados e usos de animais, e para ser
eficiente consiste no seguinte:
· Medicina preventiva.
· Vigilancia, diagndstico, tratamento e controle de doensas, incluindo o
controle de zoonoses.
· Manejo de doensas, de deficiencias ou de outras sequelas associadas ao
protocolo.
· Anestesia e analgesia.
· Cirurgia e cuidados pbs-operatbrios.
· Avaliasao do bem-estar animal.
· Eutanasia.
O responsavel pelo ptograma e um medico-veterinario, licenciado
(ver ACLAM, Apendice B) ou com treinamento ou experiencia na ciencia
e medicina de animais de laboratbrio ou no atendimento da especie que
esta sendo utilizada. Ainda que alguns aspectos do programa de
arendimento veterinario possam ser desenvolvidos por outras pessoas
que nao o veterinario, e necessario garantir que informas6es sobre
problemas relacionados a saude, comportamento e bem-estar dos animais
sejam levadas imediatamente ao conhecimento do veterinario, o que
requer o estabelecimento de um efetivo canal de comunicasao. Para isso
tambem e pteciso que todas as pessoas envolvidas em tarefas sobre
cuidados e uso dos animais recebam orientasbes quanto a procedimentos
adequados de manejo, imobilizasao, sedasao, analgesia, anestesia e
eutanasia, as quais devem ser fornecidas pelo medico-veterinario. Cabe
ao medico-veterinario tambem supervisionar os programas cirurgicos e
de cuidados p6s-operat6rios dos animais.
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76 - Manual sobre Cuidados e usos de Animais de Labotatot-io
AQUISIC,AO E TRANSPORTE DE ANIMAIS
Os animals devem ser adqulrldos legalmente e as lnstltulc6es que
os recebem devem fazer todo o possivel para que as transacdes ocorram
dessa forma. No caso de aqulslcao de caes e gatos de comerclantes Classe
B da USDA ou de canls, deve-se verlficar a posslbllldade de que estes
sejam ldentlficados, soja pela presensa de tatuagens ou de transmlssores
subcutaneos. Adotando-se tal procedimento, pode-se verificar se nao se
trata de um animal de estimacao. Tambem deve ser dada especial atencao
a situasao populaclonal do animal (do taxon) em questao. Para verlficar
as especles amea,cadas de extlncao ou em perlgo, pode-se consultar
publlca,cao do Fish and Wildlife Service (DOI 50 CP~F 17), que atualiza
anualmente a situacao dos animals em perigo. E desejavel o uso de animals
crlados excluslvamente para pesqulsas, desde que atendldos os objetlvos
da pesqulsa, do enslno e dos testes.
Deve-se avaliar a qualldade dos anlmais fornecidos. Geralmente,
os vendedores de animals criados para pesqulsa (por exemplo,
comerclantes Classe A da USDA) fornecem informacbes com a descricao
da sltua,cao genetica e patogenica de suas coldnias ou de cada um dos
animals. Essas lnformacbes sao utels no caso de se decldir sobre a aceltacao
ou rejeicao de animals, e dados semelhantes devem ser obtidos sobre
animals recebldos por transferencla interinstltuclonal ou intra-
lnstltuclonal (como camundongos transgenlcos).
To do transpo rte de an imals , lnclui ndo o i ntra- i nstl tuclo n al , deve
ser planejado para se reallzar em menor tempo possivel, sem rlsco de
zoonoses e protegldo contra condlcbes amblentals extremas. Alem dlsso,
deve-se evitar o transporte slmultaneo de multos animals. Comlda e
agua devem ser fornecidos de acordo com as necessidades dos anlmais e
eles devem receber prorecao contra rraumas fisicos. O estresse relaclonado
com o transporte, que nem sempre e possivel evltar, pode ser dimlnuido
dlspensando-se um pouco de atencao a esses fatores. E lmportante destacar
que todo carregamento de anlmals deve ser lnspeclonado para fins de
cumprlmento das exlgencias de aqulslcao e para a verificacao de slntomas
de doenca. Os animals devem ser submetldos a quarentena para adaptacao
aos procedlmentos adequados para a especle e para as circunstancias.
Para isso, os responsaveis pelo pedido e receblmento dos animals devem
garantlr adequadas lnstalacbes de alojamento e bons tratos.
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Atendi~ne~to Medico veterin irio—77
Ha vIrios documentos disponlveis que fornecem orienta95es sobte
ttansporte, como os AWRs e os Regulamentos da Associacao Internacionai
de Transporte Aereo de Animau Vivos (Internacional Air Transport
Association Live Animal Regulations) (IATA, 1995). No caso da
importa,cao de primatas, seguem-se as notmas do Servico de Saude Publica
(Public Health Service) (CFR, Tltulo 42), com diretrizes especlficas para
testes de tuberculina (CDC, 1993). Para a importacao e transporte de
macacos verdes africanos, cynomolgus e rhesus (FR, 1990; CDC, 1991),
ha normas especiais.
MEDICINA PREVENTIVA
A prevencao de doencas deve fuzer parte de um programa de
atendimento medico-veterinario, o que valoriza os animals da pesquisa,
por mante-los saudaveis e diminuir as fontes de variacao nao incluldas
no protocolo e associadas a doencas e infeccbes inaparentes. Os ptogramas
consistem de varias combinacbes de pollticas, procedimentos e praticas
relativas a quatentena, a adaptacao e a separacao dos animals por especie,
origem e estado de saude.
Quarentena, Adaptacao e Separacao
A quarentena e a separacao de animals recem-adquiridos daqueles
que ja se encontram nas instalacbes ate que se determine o estado de
saude e, possivelmente, o perfil microbiolUgico dos animals recem-
adquiridos. Se for aplicada uma quarentena eficiente, as chances de
inttoducao de pat6genos numa coldnia estavel diminui
consideravelmente. O medico-veterinario deve tet ptocedimentos para
avaliasao do estado de saude e, se for preciso, do perfil de pat6genos dos
animals recem-adquiridos. Para esses procedimentos, devem serem
adotadas prlticas medico-vetetinarias aceitaveis e regulamentos federals
e estaduais indicados para zoonoses (Butler et al., 1995). Devem-se adotar
rambem procedimentos de quarentena eficientes em ptimatas nao-
humanos para limitar a exposicao de humanos a infeccdes zoondticas.
Chama-se a atencao para o surgimento de infecc5es pot filovlrus e
micobacterias em primatas nao-humanos recentemente, que exigitam
diretrizes especificas para o manejo correto desses animals (CDC, 1991,
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78 - Manual sobre Culdados e usos de Animals de i.aborat6rio
1993). Devem-se obter lnforma$6es dos vendedores sobre a qualidade
dos animals de modo a permitir que o medico-veterinlrio possa definlr
a duraSao da quarentena; a posslbilidade de rlscos para as pessoas e os
anlmais dentro da col6nia; se e necesslrio tratamento antes de os animals
serem llberados da quarentena; e, no caso de roedores, se e necesslria
cesariana ou transferencia de embriao para livrar os animals de pat6genos
especificos. O periodo de quarentena pode ser dispensado para os roedores
se os dados do vendedor ou fornecedor sobre o estado de saude dos
animals adquirldos forem atuals e completos e se a exposlSao potenclal
a pat6genos durante o transporte for conslderada. No caso de ser
recomendada a quarentena, os anlmais de um carregamento devem ser
separados dos animals de outros carregamenros (nao necessarlamente
um do outro) para evltar a transmlssao de agentes lnfecciosos entre os
grupos.
Independentemente da duraSao da quarentena, os anlmais recem-
adqulrldos devem passar por um periodo de adaptaSao fisiol6gica,
psicolUgica e nutrlclonal antes de serem usados. A duragao da adaptaSao
dependerl do tipo e do tempo de transporte dos animals, da especle
envolvlda e do uso pretendido dos animals. Uma vez que se demonstrou
a necessldade de um perlodo de adaptaSao em camundongos, ratos,
cobaias e cabras, provavelmente tambem serl necesslria adaptaSao para
outras especies (Drozdowicz et al., 1990; Jellnek, 1971; Landi et al.,
1982; Prasad er al., 1978; Sanhouri et al., 1989; Tull et al., 1995;
Wallace, 1976).
Recomenda-se a separaSao fisica dos animals por especie para evitar
a transmlssao lnterespecifica de doenSas e eliminar a ansiedade e posslveis
altera$6es fislol6gicas e comportamentais ocaslonadas por conflltos entre
as especies. Essa separaSao e feita, geralmente, pelo alojamento das
diferentes especles em salas separadas; entretanto, tambem podem ser
usadas outras alternatlvas, como cublculos, unidades de fluxo laminar,
galolas que possuem ar filtrado ou ventllagao separada e isoladores. Em
alguns casos, podem-se alojar especles dlferentes na mesma sala, como
no caso de as duas especies terem um perfil patogenico similar e se forem
compativeis em termos comportamentais. Algumas especles podem
apresentar infec$6es subcllnicas ou latentes e provocar doenSas clloicas
se transmltldas a outras especles. Citam-se a segulr alguns exemplos que
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Ate ndi me nto M ed i co-Ve te ri niri o—79
podem servir como orientafao na deferminafao da necessidade de
alojamentos separados por especie:
· Bordetella 6ronchiseptica - apresenta como caracteristica o fato de
produzir apenas infecq6es subclinicas em coelhos, mas pode provocar
doenfa respitatGria grave em cobaias (Manning et al., 1984).
· Via de regra, especles nao-humanas de primatas do Novo Mundo
(America do Sul), do Velho Mundo Africano e do Velho Mundo
Asiatico devem ser alojadas em salas separadas. Apesar de a febre
hemorra5gica dos simios (Palmer et al., 1968) e de o virus da
imunodeficiencla de simios (Hirsch er al., 1991; Murphey-Corb et
al., 1986), por exemplo, causarem somente lnfecsdes subclinlcas em
especles africanas, no entanto, causam doenfa clinlca em especles
asiaricas.
· Algumas especies devem ser alojadas em salas separadas mesmo que
soiam da mesma reglao geogr5fica. Os macacos-de-chelro (Saimiri
sciureus), por exemplo, podem estat lnfectados de forma latente com
Herpesvitus tamarinus, que pode ser transmltido e causar epidemia
fatal em macacos-da-noite (Aotus tnvirgatus) (Hunt e Melendez, 1966)
e em algumas especies de saguis e mlcos (Saguinus oedipus, S. nigricollis)
(Holmes et al., 1964; Melnick et al., 1964).
Quando os animals sao obtldos de locals e fontes dlversas, tanto
comerclais quanto instltuclonais, e apresentam perfil patogenico diferente,
por exemplo, o virus da sialodacrioadenite em ratos, o virus da hepatlte
do cam undo ngo , Pasteurella m ultoeida em coelhos, Cercopithecine
herpesvirus I (antigo Herpesvirus simiae) em especles do genero Macaca e
Mycoplasma hyopneumoniae em sulnos - pode ser fundamental a sepatafao
lntra-especies.
Observafao, Diagnostico, Tratamento e
Controle de Doen,cas
Todos os animals devem ser observados, por uma pessoa treinada,
para a idenrificafao de sinais de doenfa, lesbes ou comportamentos
anormais. Via de regra, lsso deve ser felto dlarlamente, embora multas
vezes soja necess5rio reallzar observaq6es mals freqtientes, como durante
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80 - Man~'ai sobre C~idados e usos de Animais de Laborat6rio
uma recuperacao pbs-operat6ria ou quando os animais estiverem doentes
ou possuam alguma deficiencia fisica. Pode haver situa,c6es tambem em
que observac6es diarias dos animais nao possam ser realizadas como no
caso de animais alojados em grandes espasos abertos. Em suma, o
profissional deve tomar as iniciativas que garantam um minimo de
frequencia e de tipo de observacao que diminuam os riscos para cada
animal.
Metodos de vigilancia e diagndstico de doencas devem estar
disponlveis sempre nos locais onde os animais estao alojados. Mortes
inesperadas e sinais de doenca, sofrimento ou outras anormalidades nos
animais devem ser relatados imediatamente para garantir atendimento
medico-veterinario adequado e a tempo. Deve-se providenciar que os
animals com sinais de doenca contagiosa sejam isolados dos animais
saudaveis da colonia. Se toda a sala de animais estiver exposta ou se
houver suspeita de que esta exposta ao agente infeccioso (por exemplo,
Mycobacterium tuberculosis em primatas nao-humanos), o grupo todo
deverl permanecer inalterado duranre os procedimentos de diagndstico,
tratamento e controle.
Os metodos de prevencao, diagndstico e terapia de doen,cas a serem
empregados sao aqueles correntemente aceitos na pratica medico-
veterinaria. Servicos laboratoriais de diagndstico sao imporranres, porque
facilitam o atendimento medico-veterinario e podem incluir patologia
macrosc6pica e microsc6pica, patologia cllnica, hematologia,
microbiologia, qulmica clinica e sorologia. A escolha do medicamento
ou da terapia deve ser feita pelo medico-veterinario juntamente com o
pesquisador O tratamento deve ser seguro e, na medida do possivel, nao
causar qualquer variavel experimental indesejavel.
Infecc6es subclinicas microbianas, principalmente virais (ver
Apendice A), ocorrem, com frequencia, em roedores mantidos
convencionalmente, mas tambem podem ocorrer em instalacbes
projetadas e mantidas para producao e uso de roedores livres de pat6genos,
no caso de ocorrer falha de algum componente da barreira
antimicrobiana. Exemplos de agenres infecciosos que podem ser
subclinicos, mas provocam mudancas imunol6gicas profundas ou alteram
as respostas fisiol6gicas, farmacol6gicas ou toxicol6gicas, sao o vlrus
Sendai, o virus Kilham do rato, o virus da hepatite do camundongo, o
vlrus da coriomeningite linfocitaria e o Mycoplasma pulmonis (NCR,
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Atendimento Medico veterinario - 81
1991a,b). Os objetivos de um protocolo especifico, as consequencias da
infecgao dentro de uma linhagem especlfica de roedores c os efeitos
adversos que agentes infecciosos podem causar em outros protocolos numa
instalagao devem determinar as caracteristicas dos programas de vigilancia
da saude dos roedores e das estrategias para que os roedores sejam
mantidos livres de pat6genos especificos.
O principal metodo para detecgao de infecg6es virais e o teste
sorol6gico. Outros metodos de detecgao de infecs6es microbianas, como
cultura de bacterias e h istopatologia, e a anal i se de DNA utilizando a
reagao em cadeia da polimerase (PCR), devem ser usados em combinaq6es
que sejam mais adequadas as exigencias especlficas dos ptogramas clinicos
e de pesquisa. Tumores transplantaveis, hibridomas, linhagens celulares
e outros materials biol6gicos podem ser fontes de vfrus murinos que
podem contaminar roedores (Nicklas et al., 1993). Os testes de produgao
de anticorpos de camundongo (MAP), produgao de anticorpos de rato
(RAP) e produgao de anricorpos de hamster (HAP) sao eficientes no
monitoramento da contaminagao viral de materials biol6gicos (de Sooza
e Smith, 1989; NCR, 1991c) e devem ser considerados.
Cirurgia
Obtem-se melhores resultados de uma cirurgia quando ela for
efetuada com planejamento pre-cirurgico, pessoas treinadas, tecnicas
assepticas e cirurgicas adequadas ao bem-esrar dos animals e a condisao
fisiol6gica do animal durante todas as fases de um protocolo (ver Apendice
A, "Anestesia, Dor e Cirurgia'). Assim, o impacro individual desses fatores
variara de acordo com a complexidade dos procedimenros envolvidos e
com a especie animal utilizada. Um projeto cirurgico desenvolvido por
uma equipe aumenta frequentementc as chances de tesultados melhotes,
porque permite a colaboragao de pessoas com diferenres especializag6es
(Brown c Schofield, 1994; Brown et al., 1993).
Para garantia da utilizagao de procedimentos adequados e realizagao
de correg6es a tempo, e necessaria uma avaliagao conffmla e completa
dos resultados cirdrgicos. Para isso, pode ser indicada ou mesmo necessaria
uma modificagao de tecnicas-padrao (por exemplo, em roedores ou em
cirurgias no campo), mas nao deve comprometer o bem-estar dos animals.
No caso de modificag6es, deve-se realizar uma avaliagao bem cuidadosa
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82 - Manual sobre Cuidados e usos de Animals de Laborat6rlo
dos resultados, e pode ser necessarlo lncorporar outros crlterlos alem de
morbldade e mortalidade.
O planejamento pre-clrurgico deve contar com a colaborasao de
todos os membros da equipe cirCrgica, inclulndo o clrurglao, o
anestesista, o medico-veterinarlo, os tecnlcos clrurglcos, o pessoal
responsavei pelos cuidados dos animals e o pesquisador. Do piano
clrurgico devem constar a ldentificacao do pessoai, suas funsbes e as
correspondentes necessidades de trelnamento, os equlpamentos e
suprlmentos necessarlos para os procedimentos planejados (Cuniiffe-
Beamer, 1993); a localizacao e as caracterlsticas das lnstalaq6es onde os
procedimentos serao desenvolvidos; e a avaliacao pre-operatGrla da saude
do animal e os culdados pbs-operatbrios (Brown e Schofield, 1994). No
caso de uma por,cao nao-esterll do animal, como o trato gastrointestinal,
ser cirurgicamente exposta ou no caso de um procedlmento causar
lmunossupressao, pode ser indlcado o uso de antlbldtlcos no prc-
operatbrio (Klement et al., 1987). No entanto, o uso de antibidtlcos
nunca deve ser conslderado como substituto dos procedlmentos
as scy tl co s .
1: lmporrante que as pessoas recebam treinamento capaz de
garantir a reallza,cao de uma boa tecnica clrurglca, lsto e, assepsla,
manuseio dellcado de tecidos, minima disseccao de tecldos, uso adequado
de lnstrumentos, homeostasia eficlente e uso correto de materials e tlpos
de sutura (Chaffee, 1974; Wlngfieid, 1979). Isto deve ser ievado em
conta, uma vez que, nos procedimentos cirurglcos num amblente de
pesqulsa, geralmente, ha pessoas com formacao academica diversificada,
e podem ser necessarlos varios niveis e tlpos de treinamento antes de
particlparem de procedlmentos clrurglcos em animals. Por exempio,
pessoas trelnadas em cirurgla humana podem demandar trelnamento
so bre as varlacbes na anatom la, fis loiogla e nos efel tos de anesteslcos e
analgesicos ou nos cuidados pbs-operardrios, nas dlferentes especles. Sobre
o trelnamento para cirurgla em pesquisa, de acordo com os conhecimentos
da pessoa, ha dlretrlzes dlsponivels (ASR, 1989) para auxlllar as
lnstltulcbes no desenvolvlmento de programas de trelnamento adequados.
Segundo o PHS e os AWRs, cabe a IACUC a responsabilldade de exiglr
do pessoal que reallza procedimenros clrurgicos a devida quallficacao e
rremamento.
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Ate nd im ento Me di co-Ve te rinari o - 8 3
Em geral, os procedimentos cirurgicos sao classificados como de
grande ou de poqueno porte e no ambiente laboratorial podem ainda ser
divididos em procedimentos com sobrevivencia e com nao-sobrevivencia
do animal. Nas cirurgias de grande porte exp6e-se a cavidade corporal
ou produzem-se danos consideraveis as fun$6es fisicas ou fisiol6gicas
(como laparotomia, toracotomia, craniotomia, subsutui,cao de arriculac6es
e amputa,cao de membros). Nas cirurgias de pequeno porte nao ha
exposi,cao da cavidade corporal e ocorre pouco ou nenhum dano fisico
(como sutura de les6es; canula,cao de vasos perifericos; procedimentos
de rotina em animals de fazenda como castracao, descorna e reparo de
prolapsos; e a maioria dos procedimentos geralmente realizados no
ambulatbrio de uma clinica medica-veterinaria).
Os procedimentos de pequeno porte sao em geral feitos sob
condi,c6es menos rigorosas que os procedimentos de grande porte, mas
ainda assim exigem tecnicas e instrumentos assepticos e anestesia
adequada. Mesmo que os procedimentos de laparoscopia sejam realizados,
com frequencia, em ambulatbrio, requer uma tccnica apropriada se houver
penetra,cao de uma cavidade corporal.
Em cirurgias em que nao ha sobrevivencia, o animal e submetido
a eutanasia antes de se recuperar da anestesia. Neste caso, nao ha
necessidade de seguir todas as tecnicas indicadas nesta sec,ao; no entanto,
no minimo, deve-se fazer a raspagem do campo operatbrio, o cirurgiao
deve fazer uso de luvas e pro ceder a limpeza dos i nstrumentos e da area
circundante a incisao (Slattum et al., 1991).
Muitas vezes, por questbes de emergencia, e necessaria a corresao
cirurgica imediata, dadas as suas condi,cdes, que sao aquem do ideal. Por
exemplo, se um animal mantido em ambiente externo precisar de
cuidados cirurgicos, o deslocamento ate uma instala,cao cirurgica pode
trazer algum risco ao animal ou ainda ser impraticavel. Tais situac6es
muitas vezes exigem cuidados pbs-operaf6rios mais intensos por
oferecerem um risco ainda maior de complicac6es p6s-operat6rias Para
a tomada de decisao adequada e essencial o julgamento profissional de
um medico-veterinario.
Utilizam-se tecnicas assepticas para evitar ao maximo a
possibilidade de contaminacao microbiana (Cunliffe-Beamer, 1993).
Nenhum procedimento, peca de equipamento ou germicida sozinho
pode atingir tal objetivo (Schonholtz, 1976). A assepsia exige a
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t34—Manual sob~e Gudados e IJsos de Animais de l.ahorat6rio
contribuicao e a coopelasao de cada uma das pessoas que entram na sala
de cirurgla (Belkin, 1992; McWilliams, ]976). A contribuisao e
importancla de cada pratlca variam conforllle o procedh1lerlro. T6cllicas
asseptlcas lnchlem preparar o paciente, removendo-lhe os pelos e
procederldo a desinfecsao do campo operatGrio (Hofmann, 1979);
preparar o cirugiao fornecendo roupas cirurgicas descontaminadas,
realizando a escovasao cirurgica das maos e usando luvas cirurgicas estereis
(Chamberlain e Houang, 1984; Pereira et al., 1990; Schonholtz, 1976);
os lnstrumentos devem estar esterllizados e os suprimentos e materials
dlsponlvels na sala (Kagan, 1992b); usar tecnicas operatbrias capazes de
reduzlr a posslbllldade de lnfeccoes (Ayliffe, 1991; Kagan, 1992a; Ritter
e Marmlon, 1987; Schofield, 1994; Whyte, 1988).
Devem-se seleclo nar meto dos de es terl l l zasao co m base n as
caracteristlcas flsicas dos materials a serem esterlllzados (Schofield, 1994).
A autoclavagem e a esterilizasao sao metodos rotlneiros bastante eficlentes.
Devem-se usar lndicadores de esterilizasao para verificar se os materials
forarn efetivamente esterilizados (Berg, 1993). Os esterilizantes qulmicos
liquidos devem ser usarlos observando-se o tempo de contaro adequado,
e os insrrumer1ros dc`~ern ser euxaguados com agua ou salina esteril antes
de serem utlllzado s . Chama-se a atensao para o fato de o al coo l nao ser
um esterlllzante nem um deslnfetante de alta qualidade (Rutala, 1990).
A menos que um prorocolo exija e seja bem justlficado e houver
aprovasao da IACUC, as cirurgias assepticas em animals que nao sejam
roedores s6 podern ser reallzadas em lnstalas6es especlficas para este fim.
A maioria das bacterlas sao transportadas por particulas aereas ou f6mltes,
asslm as instalasoes cil~irglcas devem ser mantidas e operadas de modo a
garantir a limpeza e evitar o transito desnecessario (AORN, 1982; Bartley,
1993). Em alguns casos, pode ocorrer a necessidade de se utllizar a sala
clrurglca para outros fins, e, nessas oportunidades, e fundamental
devolver a sala as condiq6es adequadas de limpeza ar1res dc se utilizar
para ci rurgias de grande porte com so breviven ci a do s animals .
Um monitoramento clrurglco cuidadoso e atensao especial aos
problemas aumentam as probabilidades de sucesso da cirugia.
Monltoramento slgnifica a verificasao da profimdidade da anesresia e da
funsao fisiol6gica e a avaliasao dos sinals e das condisoes clinicas gerais
do animal. E de fimdamental importancia manrer normal a temperatura
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Atendimento Mcdico-Vetelin irio - s5
do corpo, para a reducao de distCrbios cardiovasculares e respiratbrios
causados por anestesicos (Dardai e Heavner, 1987).
Deve-se considerar que a especie animal inHuencia os componentes
e a intensidade do programa cirdrgico. Por exemplo, tem-se debatido a
suscetibilidade relativa dos roedores a infecchcs cimrgicas' e os dados
sugerem que in&cc6es subclluicas podem causar respostas fisiol6gicas e
comportamentais adversas (Beamer, 1972; Bradfield et al., 1992;
Cunliffe-Beamer, 1990; Waynforth, 1989, 1987) que podem afetar o
exito da cirurgia e os resultados da pesquisa. Algumas caractensticas da
cirurgia de roedores comuns em laborat6rio - como locals de incisao
menores, pessoas em numero menor na equipe cirCrgica, manipulacao
de varios animals nurn mesmo local e procedimentos mais rapidos - em
contraposicao a cirurgia em esp6cies maiores, podem ensejar modificacbes
nas tecnicas assepticas-padrao (Brown, 1994; Cunliffe-Beamer, 1993).
Ha publicacbes com sugestbes bteis para lidar com alguns dos desafios
tlpicos da cirurgia em roedores (Cunliffe-Beamer, 1983, 1993).
Em geral, para animals de fazenda mantidos para pesquisa
biomedica submetidos a cirurgia utilizam-se os procedimentos e as
instalacdes segundo as orientaq6es apresentadas nesta sccao. Blltretallro,
alguns procedimentos menores e de emergencia que normalmente sao
realizados na pratica veterinaria cl(nica e nos estabelecimentos comerciais
agrlcolas podem ser desenvolvidos em condic6es nao tao rigorosas quanto
os procedimentos cirCrgicos experimentais realizados em
estabeleci men to s de pesqui sa b io medica. N o entanto , mesmo real izados
num estabelecimento agrlcola, esses procedimentos exigem o uso de
tecnicas assepticas, sedativos, analgesicos, anestesicos e condicbes
apropriadas compatlveis com o risco of erecido a saCde e ao bem-estar do
animal. Podem ser desnecessarios os estabelecimentos cirCrgicos de
tratamento intensivo, as instalacbes e os procedimentos mencionados
anteriormente.
Do planejamento pre-cirCrgico constam a necessidade de
monitoramento, prontuario e cuidados pbs-cirCrgicos, incluindo as
pessoas responsaveis pela execucao das tarefas. Ao pesquisador e medico-
veterinario cabe a tarefa de garantir um cuidado pbs-cirCrgico. lsso inclui
observaSao do animal e intervencao, quando necessarias, durante a
recuperacao da anestesia e da cirurgia. A intensidade do monitoramenro
necesslrio variara de acordo com a especie e com o procedimento e podera
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86 - Manual sobre Culdados e usos de Animals de Laboratorio
ser maior durante o periodo de recuperac,ao da anestesia do que mais
tarde, na recuperaSao p6s-operatbria. Nesse perlodo de recupera,cao da
anestesia, o animal devera set mantido em atea limpa e seca, onde possa
ser observado frequentemente por pessoas responsaveis por seus cuidados.
Deve ser dada arencao especial a termorregulacao, as funcbes
cardiovasculares e respirat6rias e a dor ou desconforto p6s-operatbrio
durante a recuperacao da anestesia. Isso pode requerer outros cuidados,
como administracao de lIquidos por via parenteral para manutencao do
equil(brio hidrico e eletrolitico (FBR, 1987), analgesicos e outros
medicamentos; cuidado com as incis6es ciruirgicas e manutencao de
registros medicos adequados.
Apbs a recuperasao da anestesia, o monitoramento e menos intenso,
mas deve incluir a obsetvac,ao das funcbes biol6gicas basicas de ingestao
e eliminacao, sinais comportamentais de dor pbs-operatbria,
monitoramento de infecc6es pbs-cirCrgicas e da incisao cirurgica,
bandagem apropriada e remoc§o de suturas, clipes ou grampos de pele
(UFAW, 1989).
DOR, ANALGESIA E ANESTESIA
Um atendimento medico-veterinario completo preve ainda a
preven,cao ou alivio da dor associada a procedimentos e protocolos
ciruirgicos. A dor e uma experiencia complexa, geralmente resultado de
estlmulos que causam danos aos tecidos ou que podem danifica-los. A
capacidade de experimentar e responder a dor e difundida no reino animal.
Nesse sentido, um estimulo doloroso provoca retra,cao e a,cao evasiva. A
dor e um fator estressante e, se nao for aliviada, pode provocar nlveis
indesojaveis de estresse e desconforto aos animals. Logo, constitui uma
exigencia etica e cientifica o uso conveniente de anestesicos e analgesicos
em animals de pesquisa. Para maiores informa,cbes sobre as causas e o
controle da dor, recomenda-se o livro Reconhecimento e Alivlo da Dor e do
Desconforto em Animals de Laboratorlo (Recognition and Alleviation of
Pain and Distress in Laboratory Animals) (NRC, 1992) (ver tambem
Apendice A).
A capacidade de reconhecer os sinais clinicos em cada especie e
fundamental para aliviar a dor nos animals (Hughes e Lang, 1983; Soma,
1987). Como as especies respondem diferentemente a dor (Breazile,
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Atendin ento IVledico veterinario - 87
1987; Morton e Griffiths, 1985; Wright et al., 1985), os criterios para
sua avaliacao nas diferentes especies varlam. Podem-se utlllzar algumas
manifestac6es comportamentais de dor ou desconforto especificas da
especie como indicadores; por exemplo, vocalizacao, depressao ou outras
mudansas comportamentais, aparencia ou postura do animal e
imobilidade (NRC, 1992). Logo, e muito importante que o pessoal
responsavel pelos cuidados e uso dos animals esteja bem familiarizado
com os lndlcadores comportamentais, fisiol6gicos e bioqulmicos
caracterlstlcos da especie (e individuals) (Dresser, 1988; Duhner, 1987;
Kitchen et al., 1987). Em geral, salvo se for provado o contrario, pode-
se concluir que os mesmos procedimentos que causam dor em humanos
tambem causam dor em animals (IRAC, 1985).
Sobre a escolha do analgesico ou anestesico mais adequado, ha
necessldade de uma avallacao profisslonal no sentldo de suprtr melhor
as exigencias cllnicas e humanitarias sem comprometer os aspectos
ciendficos do protocolo de pesquisa. Deve-se ressaltar que a administracao
de analgesicos antes e durante a cirurgia pode aumentar a analgesia pbs-
cirurgica. Para a escolha do analgesico ou anestesico, mnitos fatores devem
ser levados em cons ideracao , co mo a especi e e a idade do animal, o tipo
e o nlvel de dor, os posslveis efeitos de certos agentes sobre sistemas
organicos especlficos, a duracao do procedimento operatbrio e a seguranca
que um determinado agente oferece a um animal, especialmente se um
deficit fisiol6gico for provocado por um procedimento cirurgico ou outro
procedimento experimenral. Aparelhos como vaporizadores e respiradores
de precisao aumentam a seguranc,a e as possibilidades de agentes de
inalacao para uso em roedores e em outras especies animals de poqueno
porte.
Alguns tipos de medicamentos - como sedativos, ansiollticos e
agentes bloqueadores neuromusculares - nao sao analgesicos ou anestesicos
e, po rtanto , nao al iviam a do r; entretanto , podem ser usados em combinacao
com analgesicos e anestesicos adequados. Bloqueadores neuromusculares
(por exemplo, pana~ronio) sao usados as vezes com a finalidade de paralisar
musculos esqueleticos durante uma cirurgia na qual anestesicos gerais foram
administrados (Klein, 1987). Ao se utilizar esses agentes durante uma
cirurgia ou em qualquer outro procedimento que cause dor, muitos sinais
de profundidade da anestesia sao eliminados devido a paralisia. No entanto,
alterac6es no sistema nervoso aut6nomo (por exemplo, mudancas bruscas
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na frequencia cardiaca ou na pressao arterial) podem indicar dor relacionada
a uma profundidade anestesica inadequada. No caso de se utilizar agenres
paralisantes, recomenda-se, inicialmente, a definicao de quantidade de
anestesico com base nos resulrados de um procedimento similar que renha
usado o anestesico sem o agente bloqueador (NRC, 1992).
Alem de anesresicos, analgesicos e tranquilizanres, pode ser eficienre
o controle nao-farmacol6gico (NRC, 1992; Spinelli, 1990).
Como colocado anteriormente, os bloqueadores neuromusculares
nao proporcionam aliYio da dor Eles sao usados apenas com O objetivo de
paralisar musculos esqueleticos enquanto o animal estiver completamente
anestesiado . Assi m, podem ser u sados em an imais co nsc ientes
adequadamente ventilados para tipos especiais de estudos neurofisiol6gicos
bem controlados e que nao sejam dolorosos. De qualquer modo, e
fundamental que qualquer uso proposto seja cuidadosamente avaliado pela
IACUC para garantir o bem-estar do animal, por acreditar-se que o estresse
agudo e uma consequencia da paralisia num estado consciente e sabe-se
que humanos, em estado de inconsciencia, podem sofrer desconforto
quando paralisados com essas drogas (NRC, 1992; Van Sluyters e
Oberdorfe~-, 199] ).
EUTANAS IA
Eutanasia refere-se ao ato de provocar a morre dos animais por
metodos que conduzem ao rapido estado de inconsciencia seguida de
morte sem dor ou desconforto. Salvo por motivos cientificos ou medicos
que os justifiquem, os metodos devem seguir as normas do 1993 Report
of the AVMA Pane! on Euthanasia (RelarGrio do Conselho da AVMA
sobre Eutanasia-AVMA, 1993, ou suas edicoes seguintes). Na avaliacao
dos metodos a serem empregados, devem-se considerar alguns criterios,
como a capacidade de provocar a perda de consciencia e a morte sem dor
ou apenas com dor, desconforto ou ansiedade momentaneos;
confiabilidade; irreversibilidade; tempo necessario para provocar
inconsciencia; limita,coes de especie e de idade; compatibilidade com os
objetivos da pesquisa; e prorecao contra o impacto emocional sobre o
pessoal.
A euranasia pode ser empregada no final de um protocolo ou para
aliviar dor ou desconforto em casos que nao possam ser resolvidos por
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Atendimento Mcdico-Veterinario - 89
analgesicos, sedativos ou outros tratamentos. Para aplicar a euranasia, os
protocolos devem incluir criterios, como, por exemplo, o grau de
deficiencia fLsica ou comportamental ou o tamanho de um tumor, o que
determinara a tomada de uma imediata posifao pelo medico-veterinario
e pefo pesquisador no sentido de propicial que o animal tenha uma
morre humanitaria e para que o objetivo do protocolo seja alcanfado.
Deve-se evitar que a eutanasia provoque desconforro aos animais.
Em afguns casos ocorrem a vocalizafao e a liberafao de ferombnios durante
a indufao da inconsciencia, por isto outros animais nao devem esrar
presenres no momento em que for realizada a eutanasia (AVMA, 1993).
Ao se escolher os agenres e merodos espec(ficos para a realizafao
da eutanasia, devem-se observar a especie envolvida e verificar os objetivos
do prorocolo. Em princlpio, deve-se dar preferencia para agenres quimicos
inalaveis ou nao-inalaveis (como barbituricos, anestesicos inalaveis nao-
explosivos e CO: ), em vez de metodos ffsicos (como deslocamento cervica,
decapiragao e uso de instrumenros perfuranres). Entreranto, por motivos
cientlficos, pode ser desaconselhado o uso de agentes qufmicos para
alguns prorocolos. Todos os metodos de eutanasia devem ser avaliados e
aprovados pela IACUC.
A eutanasia s6 pode ser executada por pessoas experientes nos
metodos indicados para a especie em questao. Alem disso, ela deve ser
realizada de modo profissional e compassivo. A morte precisa ser
confirmada mediaure o reconhecimenro da inexistencia dos sinais vitais
na especie que esta sendo submetida a eutanasia. Deve ser levado em
co nta que a realizafao de eu tanas i a em animais pode ser ps i col o gi cam en te
diflcil para alguns funcionIrios responslveis pelos cuidados dos animais,
medico-veterinarios e pessoas envolvidas na pesquisa, principalmcnte se
es civerem a frente de real izaq6 es frequen res de eutanas i a ou se tiverem
desenvolvido afeifao pelos animais sendo submetidos a eutanasia (Arluke,
1990; NCR, 1992; Rollin, 1986; Wolde, 1985). Por isso, ao atribuirem
a rarefa de reafizar uma eutanasia, os supetvisores deverao estar cientes
das possibilidades de algum funcionario ou estudaure nao apresentar as
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