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4
P~ANiA FISICA
Para que os anlmals sojam bem culdados e adequadamente alojados,
e necessarlo dlspor de lnstalacoes bem planejadas, bem construldas, e
oferecer manutencao aproprlada. Esre e um elemento lmporrante que se
traduz em um funclonamento eficlente, economlco e seguro (ver
Apcudlce A, "Planejamento e Construsao de Blorerlos"). Quesltos relarlvos
ao projeto e ao tamanho de um bloterlo dlzem respelto a abrangencla
das atlvldades de pesqulsa lnstltuclonals, aos animals que serao alojados,
a relacao flslca com o resto da lnstltulcao e a locallzafao geografica. Para
lsso deve-se contar tambem com a colaboracao de pessoas experlentes
sobre funclonamento e elaboracao de projetos de bloterlos e de
representantes dos usuarlos do bloterlo em questao. Para as novas
lnstalafoes e galolas pode-se utlllzar modelo que utlllza dlnamlca dulda
computaclonal (CFD) (Reynolds e Hughes, 1994). Ao se projetar e
construlr um blorerlo, devem-se observar as normas de construcao
estaduals e locals pertlnentes. Ja para as unldades modulares (como
estruturas pre-fabrlcadas e trailers feltos sob medlda) as orlentasoes de l
construcao a serem seguldas estao descrlras neste capltulo. I
Para um bom manejo dos animals e o conforto e a saude dos seres
humanos, e essenclal separar as lnstalacoes dos animals das areas destlnadas
as pcssoas, cmno escrltbrios e salas de reuniao. Para lsso, pode-se dlspor
de alojamentos para os animals em edifLcios, alas, plsos ou salas separadas.
Um planejamento culdadoso deve proplclar que os alojamentos dos
animals fiquem pr6xlmos dos laboratbrlos de pesqulsa, mas separados
desses por algum tlpo de barrelra, como portas, corredores ou plsos. Os
animals devem ser alojados em lnstalacoes construidas ou destlnadas
para esse fitm e nao slmplesmente ser acomodados em laboratbrlos. No
caso de se preclsar manter um anlma em laborardrlo por exigencla de
protocolo, a area deve apresentar as condlcoes tanto de alojamento quanto
de culdados dos animals. Se necessarlo, deve-se tomar medldas para evltar
os perigos assoclados a exposlcao aos animals.
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l
Planra Fisica - 97
Os materiais de construcao devem ser escolhidos de modo a
facilitar o funcionamento do hioterio segundo condicoes seguras de
higiene. Mareriais duraveis, a prova de umidade, resistentes ao fogo e
sem emendas sao mais indicados para superficies internas. As superflcies
devem ser suficientemente resistentes aos efeitos produzidos pelos agentes
de limpeza, a escovacao, aos jatos de alta pressao e ao impacto. Ao se
realizar pinturas, deve-se optar por produtos que nao sejam tUxicos aos
animais. Em instalac6es externas, as superflcies devem ser resistentes as
variac,6es climaticas e de facil manutensao.
XREAS FUNCIONAIS
Para que um bioterio seja pratico, funcional e eficiente, deve-se
contar com uma avaliacao de um profissional na fase de planejamento.
Assim, ao se definir o tipo de instalac6es e as fun:6es de apoio necessarias,
devem-se verificar o tamanho, a natureza e a intensidade do programa
institucional de uso de animais. Para instalacbes pequenas, com poucos
animais ou animais em condisbes especiais - como instalacbes usadas
exclusivamente para o alojamento de col6nias gnotobidticas ou livres de
pat6genos especlficos (SPF) ou de animais em estabulos, currais ou
alojamentos externos - areas como as listadas a seguir podem nao ser
necessarias ou podem ser incluidas em area de multiplas funq6es.
Sao necessarios espacos para:
· Alojamento, cuidado e higiene dos animais.
· Recepeao, quarentena e separacao dos animais.
· Separa,cao de especies ou isolamento de projetos individuais
quando necessario.
· Depbsito.
Tambem compbem a maioria das instalac6es multifuncionais para
animais o seguinte:
· Laboratbrios especializados ou espa,cos contiguos ou pr6ximos
das areas de alojamento dos animais para a realizacao de atividades como
citurgia, cuidado intensivo, necrdpsia, radiografia, prepara,cao de dietas
especiais, procedimentos experimentais, tratamento cllnico e
procedimentos de diagndstico laboratorial.
· Instalacbes ou equipamentos para isolamento, no caso de se
urilizarem agentes biol6gicos, flsicos ou qulmicos perigosos.
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98 - Manual sobre Cuidados e Usos de Animals de Laborat6rlo
· Areas para recebimento e armazenamento de allmentos, camas,
medlcamentos, produtos blol6glcos e suprlmentos.
· Espafo para lavagem e esterlllzafao de equlpamentos e
suprlmentos e, dependendo do volume de trabalho, maqulnas para lavar
galolas, mamadelras, vldrarla, pratelelras e latas de llxo; uma pia para
usos diversos; uma autoclave para equipamenros, alimentos e camas; e
areas separadas para equlpamentos limpos e sujos.
· Espafo para armazenamento do llxo antes da lnclnerafao ou
remofao.
· Espafo para armazenamento a frlo (congelamento) ou elimlnagao
de carcafas.
· Espafo para o quadro de pessoal admlnlstratlvo e de supervlsao,
lnclulndo espafo para trelnamento e enslno do pessoal.
· Chuvelros, plas, armarlos, sanltarlos e areas de descanso para os
funclonarlos.
· Equlpamentos de seguranfa, como sistemas chave-cartao,
vlgllancla eletrdnlca e alarmes.
DTRETRIZES PARA CONSTRUCAO
Corredores
Os corredores devem ser largos o suficiente para facllltar a
movlmentafao de pessoas e equlpamentos. Corredores de 1.80 x 2.50m
(6 a 8 pes) de largura podem suprlr as necessldades da malorla dos
bloterios. Quanto as junq6es entre o plso e a parede, estas devem ser
projetadas de modo a facllltar a llmpeza. Ja em corredores que dao acesso
aos alojamenros de caes e sulnos, bem como as lnstalaq6es para lavagem
de galolas e a ou tras areas , e co nven l en te a l ns talafao de p o rtas dup las
nas entradas ou outro recurso que possa dlmlnulr barulhos lntensos. Na
medlda do posslvel, o acesso a tubulafao de agua e de esgoto, as conex6es
eletrlcas e outros servlfos publlcos deve ser felto atraves de palnels ou
compartlmentos nos corredores fora das salas ocupadas por animals.
Alarmes, extlntores de lncendlo e telefones tambem devem ser lnstalados
em compartlmentos ou em locals altos o bastante para evltar danos
provocados pela movimentafao de equlpamentos grandes.
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Plan~r. Fisica - 99
Portas das Salas Ocupadas por Animais
Por questbes de seguranfa, as portas nas salas ocupadas por animais
devem abrtr para dentro. Entretanto, se for necessIrio abri-las em direfao
ao corredor, e necessario que existam vestibulos embutidos. Tambem
por motivos de seguranfa e por outras raz6es, recomenda-se usar portas
com visores. Esses visores, no entanto, poderao ser cobertos no caso de
nao se pretender exposifao a luz ou se estiverem ocorrendo outras
atividades nos corredores. As portas devem ser suficientemente grandes
(aproximadamente 42 x 84 polegadas) para facilitar a passagem de
estantes e de equipamenros. Elas devem ser bem ajustadas para evitar a
entrada e a insralafao de pragas e construldas com mareriais que resistam
a corrosao. De preferencia, devem-se utilizar portas automaticas equipadas
com mafanetas protegidas ou embutidas e prote;6es metalicas na sua
parte inferior Para maior seguranfa da sala ou para impedir o acesso de
pessoas estranhas (como no caso do uso de agentes perigosos), deve-se
colocar fechaduras nas portas e estas devem permitir que sojam abertas
por dentro sem o uso de chaves.
lanelas Externas
E permitida a instalagao de janelas em algumas salas de animais,
e pode ser um tipo de enriquccimento do ambiente para algumas especies,
especialmente primatas nao-humanos, caes, alguns animais de fazenda e
outros mamiferos de grande porte. Ao serem planejadas e impotante
considerar o efeito que elas produzem sobre a temperatura, o controle
do fotoperiodo e a seguranfa. Quando nao se puder regular
adequadamente a temperatura em funfao de perda ou ganho de calor
atraves das janelas ou quando o fomperiodo for um faror importante
(COIllO nas colonias de criasao de roedores), nao se deve optar pela
instalafao de janelas exteriores.
Pisos
Os pisos devem ser resistentes a umidade e a impactos, nao-
absorventes, e relativamente lisos, embora possam ser necessarias
su perfic i es rugos as em algu mas areas de gran de u mi dade e p ara algumas
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100 - Manual sobre Cuidados e Usos de Animais de Laborardrio
especies (como animais de fazenda). Os pisos devem ser resistentes
tambem a acao da utina e de outros matetiais biol6gicos e aos efeitos
adversos da agua quente e de agentes de limpeza. Devem ser capazes de
sustentar estantes, equipamentos e itens armazenados sem rachar, curvar
ou formar buracos. Dependendo de seu uso, os pisos devem ser
monollticos ou ter o menor numero possivel de emendas. Alguns materiais
que produziram resultados satisfatbrios sao os agregados de epbxy, pisos
de concreto de superflcie dura e sem emendas e agregados a base de
borracha especial endurecida. A correta colocacao do piso e essencial
para garantir estabilidade da superficie a longo prazo. Se for necessitrio
colocar soleiras na entrada de uma sala, elas devem ser projeradas de
modo a facilitar a passagem de equipamentos.
Drenagem
Nos locais onde forem usados drenos de esgoto, o piso deve ser
inclinado e as caixas de drenagem devem ser mantidas cheias de liquido.
O escoamento da agua e a secagem das superflcies devem ser rapidos
para diminuir a umidade (Gorton e Besch, 1974). Os canos de esgoto
devem possuir um diametto minimo de quatro polegadas (10,2 cm).
Em algu mas areas , co mo can is e i ns talac6 es p ata ani mais de fazen da,
tecomenda-se usar canos de esgoto maiores. E para eliminar lixos s61idos,
convem utilizar uma caixa de esgoto ou uma unidade colocada no *ao
para residuos pesados. No caso de nao se utilizar os ralos por longos
periodos, estes devem ser tampados e lacrados para evitar o refluxo de
gases do esgoto e de outros contaminantes; em algumas circunstancias
podem ser recomendadas tampas de ralos com fechaduras.
Nao e necessario equipar todas as salas ocupadas por animais com
drenos de esgoto, principalmente aquelas que alojam roedores. Neste
caso, os pisos podem receber higienizacao satisfatbria por aspira,cao umida
ou com pano umido e substancias de limpeza ou desinfetantes adequados.
Paredes
As paredes devem ser lisas, resistentes a umidade, nao-absorventes
e suportar impactos. Nao devem apresentar fendas, enttadas de
encanamentos que nao estejam vedadas e juncoes impetEeitas em portas,
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PLanta F(sica- 101
tetos, plsos e cantos. Os materials da superflcie devem resistlr a llmpeza
com detergentes e desinfetantes e a agua sob alta pressao. Podem ser
considerados os usos de melo-fio, corrimao ou para-choque e protetores
de canto para proteger paredes e cantos.
Tetos
Tambem os retos preclsam ser llsos, reslstentes a umldade e nao
apresentar emendas lmper<as. Os materlais da superficie devem ser
capazes de resistlr a limpeza com detergentes e desinfetantes. Os tetos
de gesso ou de placas de gesso a prova de fogo devem ser
lmpermeabllizados e receber acabamento com pintura lavlvel. Os tetos
formados pelo plso de concrero do pavlmento superior devem ser lisos e
pintados com rintas lmpermeaveis. Geralmente, nao se conslderam retos
suspensos adequados, a menos que sojam fabrlcados com materials
lmpermeavels e nao apresentem emendas defeltuosas. Encanamentos,
dutos e lnstalacbes eletricas nao devem estar expostos, salvo se as
superflcies possam ser limpas com facilidade.
Calefa,cao, Ventllac,ao e Ar-Condicionado (HVAC)
O co n tro le da temperatura e da um ldade mi n i miza as variacb es
causadas por mudancas nas condis6es climaticas ou por diferencas no
numero e tlpo de animals numa sala. Nesse sentldo, o ar-condlclonado
e conslderado eficlente para regular tanto a temperatura quanto a umldade.
Os slstemas de HVAC devem ser planejados para proporclonar
confiabllldade, facllldade de manuten,cao e economla de energla. Estes
devem ser capazes de atender as exlgenclas dos animals como colocado
no Capltulo 2, proplclar ajustes de temperatura de + ou -I C (+ ou -
2 F) e manter a umldade relatlva do ar entre 30% e 70% durante todo
o ano. Convem lnstalar em cada sala um controle termostatlco, para
melhor regular a temperatura. O controle zonal para multas salas pode
resultar em varlacbes de temperatura entre a "sala principal" de animals
e as outras salas dentro da area devldo a diferensas nas densldades de
animals dentro das salas e ao ganho ou perda de calor nos dutos de
ventllacao e em outras superflcles dentro da area.
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102 - Manual sobre Cuidados e Usos de Animais de Laboratorio
O monitoramento regular do sistema de HVAC 6 importante, e 6
aconselhavel faze-lo indlvidualmente em cada sala. Nesse sentldo, os
llmltes de temperatura e umldade, antes menclonados, podem ser
modlficados para satlsfazer necessldades especlals dos anlmals em
circunstancias nas quals todo ou a maior palte do blot6rlo seja destlnado
exch~slvamente para esp6cies aclimatadas com necessidades similares (por
exemplo, quando os animals sao mantldos numa lnstalacao com abrlgos
ou externa).
Vatlasoes moderadas, curtas nao frequentes na temperatura e na
umidade relativa do ar fora da faixa sugerida sao bem toleradas pela
maiorla das esp6cles comumente usadas em pesquisa. A maloria dos
slstemas de HVAC 6 projetada para temperaturas e umldades m6dlas,
maxlmas e minimas dentro de uma area geografica, com uma variacao
de + ou - 5% (ASHRAE, 1993). Se ocorrerem variacoes extremas nas
co n dic6es amblen tals extetn as que ultrapassem as especlficacoes do
projeto, devem ser tomadas provldenclas para manter a temperatura e a
umldade relatlva do ar dentro da faixa recomendada. Para isso pode-se
valer de um uso malor de ar, promover uma reclclagem parclal de ar,
utlllzar taxas de ventllacao modificadas ou ainda equipamento auxiliar.
Tamb6m deve-se estar atento para a possibilidade de falhas no sistema
de HVAC, e para lsso ha a necessldade de se planejarem ourros slstemas
que possam suprlr as deficlencias geradas a nivels reduzldos. E sumamente
importante evltar o acumulo ou a perda de calor que possa of erecer rlsco
de vlda no caso de ocorrer uma falha mecanlca. Nao se trata de lnstalat
slstemas paralelos, que nao sao pratlcos, exceto em clrcunstanclas especlals
(como em algumas areas de perlgo blolUglco). Para o caso de necessldades
temporatlas de ventliafao para abrlgos ou lnstalacoes externas, pode-se
empregar algum equlpamento auxiliar.
Em algumas clrcunstancias, recomenda-se o uso de filtros de alta
eficiencia de pattlculas de at (HEPA) para o ar fornecldo as lnsralacoes
em que os animals sao mantldos, manlpulados e submetldos a clrurgla.
Tamb6m deve-se levar em considerasao a regulagem da dlferenca de
p ressao do ar nas areas clrurglcas , de man lp ulacao , de aloi amen to e de
servlco. Por exemplo, nas areas para quarentena, para alojamento e uso
de animals expostos a matetlals petigosos e pata o alojamento de prlmatas
nao-humanos deve ser mantlda pressao relatlva negatlva; enquanto que
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Planta Flsica- 103
nas areas para cirurgia, para armazenamento de equipamentos limpo5 e
para alojamento de animais livres de pat6genos deve ser mat~tida pressao
relativa positiva com ar limpo. Nao se deve considerar a manuten~ao das
diferenfas de pressao do ar como unico ou o principal metodo pot meiO
do qual se controla a contaminasao cruzada e nao se deve depender dele
para o controle da contaminacao. Poucos sistemas de tegulacao de ar sao
capazes de controlar ou manter as diferencas de pressao atraves de porras
ou de estruturas similares, quando estas forem abertas, ainda que por
periodos curtos. Para o controle da contaminacao e necessario usar gabinetes
de seguranca biol6gica e exaustao do ar com filttasao ou de outros meioS
(alguns dos quais estao descritos no Cap~tulo 1).
Se for utilizado ar recirculado, sua qualidade e quantidade devem
estar de acordo com as recomendac6es do Cap~rulo 2. 0 ripo e a eficiencia
do rratamento do ar devem estar de acordo com a quantidade e os tipos
de contaminantes e com os riscos que eles oferecem.
Energia e lluminac,ao
O sistema eletrico deve ser seguro e propiciar iluminacao adequada,
com numero suficiente de tomadas e amperagem adequada para os
diferentes equipamentos. Deve-se conrar com uma fonte de energia
alternativa ou de emergencia, para o caso de falha, para manutencao dos
servicos basicos (por exemplo, o sistema de HVAC) ou das fun;6es de
apoio (por exemplo, congeladores, estantes com ventilacao e isoladores)
nas salas ocupadas por animais, salas de cirurgia e outras areas essenciais.
Instalac,6es eletricas, marcadores de tempo (timers), interruptores
e tomadas devem ser adequadamente vedados para evitar que insetos se
alojem neles. As lampadas f uorescenres embutidas sao as mais comumenre
utilizadas em bioterios, que sao tambem mais econGmicas. Deve-se usar
um sisrema de iluminac,ao com conttole de tempo, com vistas a garantir
um ciclo de iluminac, ao diurno uniforme. E preciso verificar regularmente
o funcionamento dos hmers e dos disjuntores, para manter um ciclo de
luz apropriado. Deve-se utilizar algum tipo de protetor nas lampadas
ou instalacbes eletricas para garantir a seguranca dos animais e do pessoal.
Em areas onde se usa muira agua, como locais de lavagem de gaiolas e de
manutencao de aquarios, e necessario utilizar interruptores e tomadas
resistentes a umidade. Ainda, os interruptores devem ser aterrados.
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04 Manual sobre Cuidados e usos de Anunals de Laborat6rlo
Depositos
Deve haver espaSo adequado para o depbsito de equipamentos,
suprlmentos, allmentos, cama e llxo. Corredores nao sao locals
aproprlados para a passagem de pessoas ou de equlpamentos ou para
depbslto. Nao ha necessldade de multo espaso para depbslto se se puder
contar com entregas regulares de marerlal. Camas e allmentos devem ser
armazenados em urna area especlfica, longe de materials que possam
of erecer algum rlsco de contamlnasao por substanclas t6xlcas ou perigosas
(ver Capltulo 2). E de suma lmportancla um depbslto refrlgerado,
separado de outros dep6slros &los, para colocasao de animals mortos e
restos de tecldo animal. Para lsso, deve-se manter o depbslto em
temperarura abalxo de 71 C (44,6 F) para reduzlr a putrefasao dos restos
e das carcasas de animals.
Controle de Ruldos
Uma questao de grande lmportancla em um bloterlo refere-se ao
controle de ruldos (ver Capirulo 2). Por lsso, atlvldades de apolo que
produzem ruldo, como lavagem de galolas, sao reallzadas geralmente
separadas das atlvldades experlmentals e das areas de aloiamento. Paredes
de alvenaria, em lugar de paredes de meral ou de gesso, sao mais eficientes
na contensao de ruldos, dada a sua densidade, que reduz a transmissao
do som. Nao e recomendado colocar marerials para controle de ruldos
dlretamente no teto, ou como parte de um teto suspenso de uma sala
ocupada por animals, pela dlficuldade de hlgienizasao e controle de
pragas. Entretanto, materials usados para atenuasao de som hlglenlzavels
presos a paredes ou tetos podem contrlbulr para o controle de ruldos.
Ha experlenclas bem-sucedidas em que se utillzaram portas que dao
para os corredores bem construldas, partas atenuadoras de som ou
enrradas com portas duplas para ajudar no controle da transmlssao do
som nos corredores.
O som gerado pelos equlpamentos tambem deve ser atenuado.
Os slstemas de alarme de lncendlo e de monltoramento amblental e os
slstemas de alto-falantes devem ser escolhldos e locallzados de manelra a
dlmlnulr a posslbllldade de exposlsao dos animals ao som. Deve-se
co ns lderar a lo callzasao de equ lp amen ros capazes de gerar so ns em
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Plar~ta Flsica 105
frequencias ultra-sdnicas, dado que algumas especies distinguem
frequenclas de som muito altas.
Instala,cbes para Materials de Llmpeza
Deve-se conrar com uma area excluslva para a higienizacao de
gaiolas e de equipamentos auxiliares. Sao necessarios tambem
equipamentos mecanicos para lavagem de gaiolas, que devem ser
escolhidos de acordo com os seus tipos. Para isso, consideram-se os
seguintes htores:
· Localizacao, com relasao as salas ocupadas por animals, as areas de
eliminacao de lixo e as areas de dep6sito.
· Facilidade de acesso, incluindo portas com largura suficiente para facilitar
a movimenta,cao de equipamentos.
· Espaco suficiente para pequenas paradas e manobra de equipamenros.
· Fornecimento de material necessario para efetuar com seguranca a
eliminacao de camas e para atividades de pre-lavagem.
· Fluxo de transporte para separar animals e equipamentos que sao
transportados de areas llmpas para areas sujas.
· Isolamento de paredes e tetos, quando necessarlo.
· Atenuasao do ruldo.
· Servlcos gerals, como agua quente e frla, vapor, drenos no plso e energla
eletrlca.
· Ventllacao, lnclulndo a instalacao de aberturas e dispositivos para
disslpac,ao de vapor e fumaca dos processos de higienizacao.
INSTALAC0ES PARA CIRGURGIA ASSEPTICA
I Ao se elaborar um projeto para sala de cirurgia devem-se observar
as especles que serao operadas bem como a complexidade dos
procedlmentos a serem realizados (Hessler, 1991; ver tambem Apendice
A, "Planejamento e Construcao de Bioterios"). Para a maioria das cirurgias
em roedores, a instalacao pode ser pequena e simples, como, por exemplo,
uma area especlfica no interior de um laboratbrio, adminlstrada
adequadamente a fim de minimizar a contaminacao proveniente de outras
atividades na sala durante a cirurgia. Quando se trata de um numero
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106 - Manual sobre Cuidados e Usos de Animals de Laborarorlo
maior de anlmais, animals de tamanho grande e de procedlmentos
complexos, o reclnto tambem deve set maior e mals complexo. Cltem-se
como exemplos varios procedimentos em grande numero de roedores, a
necessidade de colocaSao de dlsposltlvos de contensao especlals, mesas
cirurgicas hidraulicas, drenos no plso para clrurgia em animals de fazenda
e procedimentos que necessitam de grandes equipes clrurglcas e
equlpamentos de apolo e, portanto, de grande espaSo. A relaSao entre as
instala$6es cirurgicas e os laboratbrios de diagndstico, as instalaSoes pata
radiologia, o alojamento de animals, os escritbrios da equipe de trabalho
etc. deve ser considerada no co ntexto geral da co mplexidade do p rograrna
citurgico. Devem-se separar adequadamente as instalaSoes citurgicas de
outras areas com vistas a diminuir o translto desnecesslrio e as
possibilidades de contaminafao (Humphreys, 1993). InstalaSoes
centralizadas apresentam como vantagens economla no custo de
equlpamentos, espaSo e recursos humanos; no transporte de animals,
que fica reduzldo; e no aumento da supervisao profissional das instala$6es
e dos procedirnentos.
Para a maioria dos procedimentos cirurgicos, os componentes
funclonals de uma cirurgia asseptica incluem o suporte cirurglco, a
preparaSao do animal, a preparaSao do clrurgiao, a sala de operaSoes e a
recup eraSao pbs-o perat6 t la. Lo go , as areas o n de o co r rem estas fu n Soes
devem ser planejadas de modo a evitar o translto e separar as atlvldades
nao-cirurgicas correlatas dos procedlmentos cirurgicos reallzados na sala
de operaSoes. A separaSao e mais bem-sucedlda por melo de barrelras
ffslcas (AORN, 1982); no entanto, pode ser consegulda mantendo-se
maior distancia entre as areas ou pelo cronograma de limpeza e deslnfecSao
entre as atividades. Foi demonstrado que o numero de funcionarlos e
seu nlvel de atividade estao diretamente relacionados ao nlvel de
contaminaSao bacteriana e a incidencia de infec$6es pbs-operatbrias das
lesoes (Fitzgerald, 1979). O transito na prdpria sala de operaSoes pode
ser reduzido com a instalaSao de uma janela de observaSao, um sistema
de comunicaSao (como o sistema intercom) e a localizaSao estrategica
das portas.
No planejamento de uma instalaSao cirurgica, o controle da
contamlnaSao e a posslbllldade de reallza$ao da llmpeza com facllidade
devem ser aspectos fundamentals. As superflcles internas devem ser
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Planta Ffsica- 107
construfdas com materiais sem emendas e imperme§veis a umidade.
Devem ser instalados tambem sistemas de ventilac50 que fornesam ar
filtrado com pressao positiva, o que propicia a reducao de riscos de infecc50
pbs-operatbria (Ayscue, 1986; Bartley, 1993; Bourdillon, 1946;
Schonholtz, 1976). E recomendado estabelecer com cuidado a localizacao
de dutos de suprimento e exaust50 de ar e taxas de ventilacao adequadas
da sala, para diminuir a contaminaq50 (Ayliffe, 1991; Bartley, 1993;
Holton e Ridgway, 1993; Humpheys, 1993). Outra recomendacao diz
respeito a quantidade de equipamento fixo, que deve ser o mlnimo
posslvel, para facilitat a limpeza (Schonholtz, 1976; UFAW, 1989).
Quanto a outros fatores a serem considerados na sala de operacbes, um
deles ainda diz tespeito as lampadas cimrgicas, que devem proporcionar
iluminac50 adequada (Ayscue, 1986), e ser em numero suficiente, tanto
para o equipamento de apoio quanto para os dispositivos de eliminac50
de gases.
A §rea de apoio as cirurgias deve ser planejada de modo a oferecer
espaco para lavagem e esrerilizac50 de instrumentos e para guardar
instrumentos e suprimentos. As autoclaves s50 geralmente colocadas nesta
§rea. Normalmente, recomenda-se a instalasao de um tanque na Irea de
prepatacao dos animals para facilitar sua limpeza e a limpeza da regiao
que sera operada. Tambem e necess§rio providenciar uma §rea para
substituir o vestu§rio pessoal por trajes cirurgicos. Para este caso, pode-
se fazer uso de uma sala multifuncional com armarios. Deve haver ainda
uma §rea para preparas50 dos cirurgioes, equipada com pias cirurgicas
que podem ser acionadas com o pe, o joelho ou celula fotoeletrica (Knecht
et al., 1981). Convem tessaltar que, para diminuir a possibilidade de
contaminas50 da §rea cirurgica pelos aerossdis gerados durante a
escovacao, a §rea destinada para este fim deve ser localizada fora da sala
de operacoes.
Para a recuperasao pbs-operatbria, deve-se fornecer um ambiente
flsico capaz de prover as necessidades do animal durante o perlodo de
recuperacao da anestesia e do perlodo imediatamente apbs a cirurgia,
em espaco que petmita a observac50 adequada do animal durante esse
penfodo. Para tanto, devem ser observadas as necessidades de iluminac50
e de equipamentos para monitotamento e apoio. Os tipos de gaiola e de
equipamentos de apoios devet50 estar adequados as especies e aos tipos
de p rocedi men to, mas devem ser projetados para serem de f§cil limpeza
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108 - Manual sobre Culdados e Usos de Animals de Laborardrlo
e pare sustentar Punches fisiol6gicas, como termorregulacao e respirasao.
Dependendo das circunstanclas, a area de recuperacao pbs-operatbrla
para animals de fazenda pode ser modificada ou nao exlstlr em algumas
sltuacbes de campo, mas devem ser tomadas precaucbes para mlnlmlzar
o risco de ferlmentos aos animals em recuperacao.
REFERENCES
AORN (Association of Operating Room Nurses).1982. Recommended practices for
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